terça-feira, 9 de junho de 2015

Roubo nas estradas provoca greve e deixa estado do Rio sem gás


Mais de 45 caminhões foram assaltados em 60 dias. Falta de botijão atinge várias regiões

Rio - Mais de 90% das distribuidoras de botijão de gás do Estado do Rio ficaram com seus estoques zerados ontem, por causa da greve de motoristas de revendedoras e transportadoras do produto. O problema se arrastava há cinco dias, quando o sindicato da categoria anunciou a paralisação devido ao aumento de roubos à carga nas estradas. A situação começa a ser normalizada hoje, já que os trabalhadores se comprometeram a retomar o trabalho.
A falta de bujão de gás atingiu a diversos bairros das zonas Oeste, Norte e Baixada Fluminense. No Cachambi, uma das principais distribuidoras da região recusou mais de 300 clientes ontem. “Estamos sem gás desde sábado. Passei o dia inteiro tendo que dar satisfação para os clientes”, contou a atendente do deposito Martins, Cláudia de Lima.
Em Campo Grande, a empresa que faz a distribuição de gás na Estrada da Posse suspendeu as entregas. “Fechamos o dia com apenas nove bujões no estoque. Só aceitamos quem viesse buscar na loja”, informou Paulo Rodrigues, da distribuidora Debora. Em Mesquita, na Baixada, uma empresa aumentou o preço para não ficar no prejuízo. “Desde sábado estamos vendendo o gás com uma taxa de R$ 10 a mais”, declarou a atendente Silvia Farias, da JR distribuidora.
Presidente do Sindicato das Revendas de Gás do estado, Crisvaldo Sousa da Silva, decidiu pela suspensão da greve ontem, após reunião no Palácio Guanabara, com integrantes da Secretaria de Segurança Pública. Hoje, uma nova reunião foi marcada no 41º BPM (Irajá) para traçar uma nova estratégia de segurança. “Fizemos essa greve porque não aguentamos mais ser assaltado. Nos últimos dois meses, 45 caminhões tiveram a carga roubada”, apontou Crisvaldo. Segundo ele, os veículos são descarregados nos mesmos lugares. “As cargas sempre vão para os complexo do Chapadão e da Pedreira e no Gogó da Ema, em Belford Roxo”, completou o presidente Crisvaldo Sousa.
Sindicato espera que crise de abastecimento termine hoje