quinta-feira, 21 de abril de 2016

Saiba como manusear corretamente um botijão de gás

Um incêndio causado pela explosão de um botijão de gás destruiu a casa de uma família de Americana, na noite da última terça-feira. Nove pessoas moravam no local, no bairro Nova Americana, entre elas três crianças. “Acendi o fogão para fazer o jantar e com o calor do forno vi um sinal de fogo no botijão, estava com um pequeno vazamento. Me apavorei e tentei levar o botijão para fora. Quando tirei a mangueira ele saiu feito um foguete”, contou a moradora Eliane Maria de Lima dos Santos, 36 ano.
Geralmente, botijões de gás possuem um dispositivo de segurança chamado plugue fusível ou válvula de segurança, que em caso de aumento da pressão interna, expulsa o gás e impede que ocorram acidentes. Mas é necessário que os botijões e os cilindros sejam armazenados e manipulados corretamente.
Fique atento para as dicas sobre armazenamento e instalação do recipiente:

Onde armazenar o recipiente?

– Coloque o recipiente sempre em locais ventilados, para facilitar a dispersão do gás em caso de vazamento;
– Nunca armazene o botijão em compartimentos fechados (armários, gabinetes, vãos de escada, porões etc.);
– Nunca coloque o botijão próximo a tomadas, interruptores e instalações elétricas (mantenha distância mínima de 1,50m);
– Nunca instale o botijão próximo a ralos ou grelhas de escoamento de água (mantenha distância mínima de 1,50m). Por ser mais pesado que o ar, o gás pode se depositar nesses locais, em caso de vazamento. Assim, qualquer chama ou faísca poderá provocar um acidente;
– De preferência, o botijão deve ficar do lado de fora da cozinha em local arejado, coberto e protegido das intempéries, desde que não fique confinado.
Troca do botijão

– Antes de trocar o botijão, certifique-se de que todos os botões dos queimadores do fogão estejam desligados;
– Nunca efetue a troca do botijão na presença de chamas, brasas, faíscas ou qualquer outra fonte de calor;
– Nunca role o botijão. Transporte-o sempre na posição vertical.
– Retire o lacre de segurança do botijão levantando a própria aba do anel externo e gire-a no sentido anti-horário até o disco central sair completamente;
– Retire o regulador de pressão do gás do botijão vazio e, em seguida, encaixe e rosqueio sobre a válvula do botijão cheio;
– Use apenas as mãos. Não utilize ferramentas como martelo ou alicate.
– Antes de trocar o botijão, examine sempre as condições da mangueira e do regulador de pressão de gás, verificando sempre o prazo de validade e as condições de conservação.
Instalações sem risco

– Após instalar, faça o teste de vazamento, passando espuma de sabão ao redor da conexão da válvula de saída de gás e do regulador de pressão de gás;
– Se surgir bolhas, repita a operação de instalação. Se o vazamento continuar, desconecte o regulador de pressão de gás e verifique se existe vazamento na válvula;
– Caso o vazamento continue, leve o botijão para um lugar ventilado, deixando o regulador de pressão de gás desconectado e chame a assistência técnica do seu fornecedor de gás;
– Jamais passe a mangueira por trás do fogão. Se for necessário alterar a posição de entrada de gás, chame profissionais credenciados pelo fabricante do fogão;
– Não instalar o fogão onde há corrente de ar que possa apagar a chama e causar vazamento de gás.


terça-feira, 5 de abril de 2016

Explosão em tubulação de gás deixa mortos na Zona Norte

Cinco pessoas morreram e ao menos outras 13 outras ficaram feridas no incidente ocorrido no final da madrugada desta terça


Conjunto habitacional fica às margens da Avenida Brasil, na Fazenda Botafogo
Rio - Uma explosão em uma tubulação de gás da CEG em um prédio, na Fazenda Botafogo, na Zona Norte da cidade, no final da madrugada desta terça-feira, matou cinco pessoas, entre elas uma criança, e deixou outros 13 feridos. O imóvel integra um conjunto habitacional localizado na Rua Omar Fontoura, 40, e fica na altura da Rua Pedro Jório e às margens da Avenida Brasil.
Por conta da explosão vários apartamentos ficaram destruídos. De acordo com os moradores, o cheiro de gás já era sentido desde o ano passado. Outros afirmaram aos bombeiros que a CEG vem fazendo obras de mudança nas tubulações.
Homens dos quartéis do Corpo de Bombeiros de Irajá, Ricardo de Albuquerque, Campinho e Parada de Lucas atuaram no local. Segundo as primeiras informações, a explosão teria ocorrido no primeiro andar do prédio. Segundo os militares, o primeiro pavimento foi o mais afetado. As causas somente serão conhecidas após investigações da Polícia Civil. O prédio atingido, de cinco andares, teve as fundações abaladas e corre o risco de desabar, segundo avaliação inicial da Defesa Civil Municipal, que interditou a área. Às 7h15, o subsecretário de Defesa Civil, Márcio Motta, reconheceu, no local, que o bloco afundou parcialmente, mas que não há perigo imediato de desmoronamento. Mesmo assim, o imóvel foi interditado por tempo indeterminado.
Integrado por 86 prédios, o conjunto habitacional foi construído na década de 70. Nele moram cerca de 17 mil pessoas. O bloco mais danificado é o de número 38. Em cada um dos cinco andares, há oito apartamentos. Os moradores, muito assustados, apontam para rachaduras em colunas e paredes, ainda temendo o desabamento. Vários apartamentos de blocos no entorno tiveram janelas e portas deslocadas, com o impacto. O apartamento atingido pela explosão está isolado.
Das vítimas fatais, segundo os bombeiros, três morreram no local e outras duas a caminho do hospital. Os feridos foram encaminhados para os hospitais Carlos Chagas, em Marechal Hermes, Albert Schweitzer, em Realengo; e Getúlio Vargas, na Penha.
Em nota a CEG informou que já está no local para inspecionar a área e a tubulação. Ainda segundo a empresa, o fornecimento de gás para todo o condomínio residencial foi interrompido. De acordo com o comunicado, as causas da explosão ainda são desconhecidas, e, para a CEG, qualquer informação no momento é prematura.
Em entrevista ao Bom Dia Rio, da "TV Globo", Cristiane Delart, gerente de gestão de rede da CEG afirmou que os moradores acionaram a empresa às 5h e que os agentes da companhia chegaram ao local meia hora depois do incidente. Questionada sobre o cheiro de gás, que segundo moradores estariam sendo sentidos há pelo menos um ano, Delart informou que não sabe se os moradores teriam ligado para a companhia. "Estamos tentando levantar todas as informações para mais detalhes do ocorrido. Qualquer informação sobre a explosão, a princípio, é prematura", afirmou.